Eu andei pensando, pensei andando... na minha vida. Em abril eu farei 25 anos, e olhando agora pra trás eu fico um pouco incomodada. Explico: quando eu era um adolescente magrela e sonhadora no alto dos meus 15, 16 anos, eu achava que com 25 anos eu estaria com uma vida de novela. É, eu planejava, eu lutava e eu sonhava com uma vida cheia de amigos, uma casa grande linda, o emprego dos meus sonhos. Uma vida de televisão mesmo. Veja, não estou dizendo que minha vida é uma droga, que eu odeio, estou dizendo que nada do que eu planejei eu consegui cumprir como queria.
Eu queria ter me casado na igreja, fuéin fuéin...não aconteceu e não parece estar perto de acontecer tão cedo. Eu queria estar formada em medicina veterinária, caminhando pra minha clínica própria, onde eu além dos meus clientes, ia atender quem não pudesse pagar pra ajudar os bichos. De novo, não rolou... não consegui fazer a faculdade de veterinária, não consegui terminar minha faculdade de Biologia, e agora estou me debatendo feito peixe fora da água pra fazer a minha atual faculdade de Pedagogia. É, nada a ver.
Não gosto de ficar reclamando, e não quero que ninguém pense que eu odeio o que eu tenho, eu tenho casa, tenho um carro, tenho meu companheiro que me ama, tenho meus pais por perto, com um pouco de aperto consigo o que eu quero, e agora tenho ainda a caminho um bebê. Mas acho que é justamente por conta do meu bebê que eu fico tão preocupada com nossos apertos. Eu queria ter mais sossego sabe? Eu queria poder saber que se no fim da minha licença-maternidade eu não tiver lugar pra ele ficar, eu iria poder ficar em casa pelo menos até o final do ano sem comprometer seriamente nosso orçamento. Mas não dá, e eu sei que eu não devia ficar me lamentando por causa disso e sim deveria correr atrás de uma outra solução, mas é inevitável pra mim. Eu sou assim.
Ah sei lá, acho que só estou deprimida por causa do dia chuvoso e cinza aqui da cidade...
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